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Marcos 10:9
Em março de 2025 os dois mudaram de cidade na mesma semana. Ele vinha de Joinville para Biguaçu. Ela vinha de Florianópolis para São José.
Bastou um match.
do primeiro oi ao altar, em um ano e dez meses
“Nós nunca fomos amigos. A gente se conheceu, ele gostou de mim, eu gostei dele.”
Às 18h46 ele mandou a primeira mensagem. Um minuto depois já tinha mandado o endereço. Às 19h42 ela avisou que estava saindo de casa, e às 19h53 ele chegava do mercado.
Eles se conheceram naquela mesma noite. Não houve segundo dia para decidir.
O jantar que ele preparou foi nuggets de frango à milanesa, com um vinho Girola. E serviu na bandeja da airfryer. Sem prato.
“Eu pensei: meu Deus, eu preciso cozinhar para esse garoto. Ele precisa urgente de cuidados.”
— ela, que é chef
Ele foi até a casa dela e buscou a cachorra, o guarda-roupa e o fogão. Montou tudo na casa dele. Nunca mais se separaram.
Ela tinha uma lista de 23 itens que havia entregado a Deus — o homem que ela queria, com exigências altas. Foi conferir. Ele batia em todos.
Ele batia em todos. Ela guardou a descoberta para si — e escolheu um dia para contar. E fez uma proposta: ele é daqui, nasceu no Pequeno Paraíso e conhece todas as praias; ela tinha acabado de chegar. Fica comigo e me leva para conhecer.
Ele topou.
Ela foi ao salão, fez unha, fez cabelo, comprou roupa e sandália. De tão nervosa, esqueceu o rímel e o delineador.
Às 16h40 daquele dia ele mandou duas mensagens: “Já sei onde vamos.” e “Você vai amar.” Ela não fazia ideia do que vinha.
A luz acendeu. Salmão, drinks.
Foi ali que ela entregou a carta métrica: uma folha A4 dobrada como um livrinho, metade proposta, metade artigo científico, provando ponto por ponto que ele batia nos 23 itens da lista. Ela guarda essa folha até hoje.
E foi ali que ele se ajoelhou, com uma aliança de ouro.
Ela disse sim. É essa a foto que está no convite.
Nove meses de noivado, dia a dia. E a igreja onde ele foi criado e batizado.
de 17 de março de 2025 a hoje
Um minuto de diferença. Na primeira noite, o endereço também veio um minuto depois do primeiro oi.
Parece que esfriou. É o contrário: a conversa ficou desnecessária. Entre o pico e hoje, os dois passaram a morar na mesma casa. Em 217 dos 590 dias não há uma única mensagem — quase sempre porque estavam juntos.
Ele chama ela de amor. Ela chama ele de príncipe.
A frase que mais se repete em dezessete mil mensagens é “te amo muito”.
Ela pediu a Deus um homem de Deus — não um homem da igreja. Alguém a quem ela não precisasse implorar, nem explicar por que tinha que levá-la. Foi ele quem a chamou para casar na igreja. Foi ele quem a levou à missa.
“Estou casando para ter família, para ter filhos, para edificar a minha vida, para deixar gerações. E eu não poderia fazer isso fora da palavra de Deus, que é de fato a rocha da minha vida.”
A Capela Senhor Bom Jesus é onde ele cresceu. Onde foi batizado. Onde recebeu os primeiros sacramentos e onde, menino, começou a construir a própria história com Cristo — a mesma fé que mais tarde seria a razão de ela reconhecê-lo.
Voltar àquele altar para receber o matrimônio é fechar um círculo. O que começou ali, ali continua.
Muitos filhos. Uma mesa cheia, daqui a trinta anos, para olhar para trás e ver o que foi construído.
da capela ao sítio são 4,9 km — cerca de dez minutos de carro
A festa começa antes. Na sexta-feira todo mundo sobe para o sítio: de manhã o clima já é de casamento, e às 18h tem o jantar de apresentação das famílias, com discurso dos noivos. Haverá também um pré-wedding.
E tem hospedagem para todos, de sexta a domingo, no próprio sítio.
Durante os três dias alguém estará fotografando e montando, ao vivo, um filme que vai sendo exibido para os convidados — sexta, sábado e domingo. O que você viveu há uma hora pode aparecer na tela na hora seguinte.
O sítio já é bonito de noite, e vai ganhar um projeto de iluminação próprio para o casamento, pensado junto com a projeção.
Os dois endereços ficam em Governador Celso Ramos, em bairros vizinhos: a capela em Areias do Meio, o sítio em Areias de Baixo. Não haverá transporte organizado — vale combinar carona.
social de gala · esporte fino
O branco é da noiva. O vermelho é das madrinhas. O azul também está reservado.
Quem chegar com uma dessas cores não entra. Não vale ter vindo de longe, ter viajado ou ter pago caro — é a única regra sem exceção.
Fora essas três, use a cor que quiser.
Haverá uma lista com os nomes dos convidados. Cada convite vale para quem está nomeado nele — ninguém entra de carona.
Crianças são bem-vindas em todos os ambientes, sob os cuidados de quem as trouxe.
o que a gente pede de coração
escolha o que quiser, some, e no fim é um Pix só
Não tem loja, não tem frete, não tem fila. Você escolhe os presentes aqui, a gente registra quem deu o quê — e você manda um Pix único com o total.
A gente vai pedir confirmação três vezes: 60, 30 e 15 dias antes. Responder na primeira ajuda demais no fechamento do buffet.
Abra o aplicativo do seu banco, escolha Pix › Ler QR Code e aponte para a tela.